Entrevista – Dra. Marta Tavares

1- O que o levou a escolher esta profissão?

A escolha desta profissão está relacionada com a empregabilidade neste momento em Portugal e também com as fortes influências da família. Entrei na faculdade no curso de radiologia e honrosamente quando o terminei, com grande pena minha, não consegui encontrar uma colocação digna. O mercado de trabalho encontrava-se saturado para tantos profissionais de saúde recém-licenciados. Como na família existem vários membros relacionados com Farmácia, arregacei as mangas e fui fazer o curso de TAF. Vim parar, com muito orgulho, à Farmácia Central do Cacém.

2- Conte-nos uma história engraçada que lhe tenha acontecido na Farmácia.

As fórmulas farmacêuticas confundem muito os clientes. Um dia tive uma cliente que queria fazer uma reclamação do medicamento que tinha comprado no dia anterior, o sabor era desagradável, os comprimidos desfaziam-se na boca e não lhe parecia existirem melhoras. Porquê? Porque os comprimidos vaginais estavam a ser engolidos.

3- Se pudesse ajudar qualquer pessoa do mundo quem seria? E porquê?

Ajudaria imensas pessoas, mas sem dúvida as primeiras da minha lista seriam os meus pais. Por todos os sacrifícios e cedências que fizeram ao longo da vida por mim, para que eu pudesse ter um futuro e uma vida melhor.

4- Se não fosse farmacêutico o que gostaria de ser?

Se não trabalhasse em farmácia a minha primeira escolha seria sempre Radiologia. Até porque segui o meu coração, conclui o curso e quis desde sempre dedicar-me a ele. Para mim seria uma injecção de adrenalina hospitalar, uma realização pessoal. Por outro lado, e quase parecendo uma contradição, acho que a minha segunda escolha estaria relacionada com a calmaria e sossego, com a minha família e raízes, podia perfeitamente viver com algo relacionado com a agricultura.

5- Defina a Farmácia Central do Cacém numa frase.

Muito mais do que um local de trabalho, uma casa onde existe amizade, partilha e interajuda.